01/08/2016

Paredes

Minhas paredes guardam confissões,
Além de sonhos e ruídos.
São elas as únicas que me escutam.
Donas do meu conforto falecido.

Se me desespero, a elas recorro,
Esperando conselhos de sua mudez.
A solidão já roubou meu socorro,
E encontro-me perdida em insensatez.

Minha sanidade correu todos os riscos,
De se perder nos braços de outrem.
E enquanto meu choro tornou-se prisco.
Voei tão alto a encontro de alguém,
Que não estava lá.