30/06/2011

Bullying

Será que é tudo em vão?
Ou merecemos sempre uma segunda chance,
Inclusive nos piores crimes capitais?

Poderíamos ficar dias, até mesmo anos,
Sentados num canto escuro,
Refletindo nossos pecados,
Mas revertê-los é que parece impossível,
Às vezes até sem propósito tentar.

Quantas pessoas ferimos?
Seria hipocrisia pensar que um simples pedido de desculpa,
Curaria seus machucados.

Com muita frequência,
As palavras pesadas inferidas contra alguém,
Pode marcar drasticamente o futuro desta pessoa,
E não fazemos ideia,
Porque, o que importa, naquele momento,
É se divertir as custas de outros.

Justo?
Nem um pouco.
Mas quem põe o cérebro pra funcionar numa hora dessas?
Praticamente ninguém.

Elizabeth I

A rainha ao trono retorna,
Coroada novamente por seu Deus pagão.
Seus súditos a encaram com incerteza,
Talvez o amanhã seja derrubado por um alemão qualquer,
Que prometa roubar a lua e o sol para conquistar seu coração.
Conselheiros a cercam,
Cobrando dívidas de um reinado passado,
Do qual ela jamais teve conhecimento até então.
"Como ousas pedir-me guerra quando mal deleitei-me da saborosa paz?"
Vociferou a bela dama,
Cujos cabelos dourados entrelaçavam a bela tiara de prata em sua cabeça,
Espalhando o cheiro de erva doce no ar.
"Deves casar-te!"
"Não hei de envolver-te com a plebe"
"Livrai-te de teus modos ordinários de camponesa!"
Quantas regras e conselhos!
"Deixai-me sozinha agora!"
Mas ela é rainha, a solitude é um dos poucos luxos ao qual ela não pode possuir.
E aos poucos a loucura começa a tomar conta de suas idéias,
Ignorar os católicos não há de ser algo positivo,
E o mal necessário veio a tona,
Batalha contra vossos inimigos,
Mesmo que os resultados sejam duvidosos.
Se vosso reino encontrar-se em perigo,
Terás de ser forte e protegê-lo.
Elizabeth, és capaz!