Ela contorce sua cervical,
Tal qual uma serpente,
Hipnotizando a presa,
Dançando ao som das folhas secas que se arrastam.
Os quadris tremulam,
Os lábios gemem.
Ela sorri,
Ao ver-te hipnotizado.
Esguia e veloz,
Ela te envolve em seu corpo mortal.
É tarde demais para escapar,
Apenas ouça a respiração ofegante que a domina,
Enquanto sua boca se aproxima do teu pescoço.
Uma mordida dócil,
Uma risada leve,
E ela te tem por completo,
Entrelaçado em uma tempestade de êxtase e euforia.
Pouco a pouco,
O mundo que conhecias,
Quebra-se,
Passando apenas de uma ilusão.
O céu e o inferno encontram-se agora em um único lugar:
Em seus braços.
Ela que constrói e destrói.
Desenfreada e comedida,
Escraviza e liberta,
Seduz e desdenha,
Que te ama e te odeia.
E te possui até a alma.

