29/08/2015

The lady in black



Ela contorce sua cervical,
Tal qual uma serpente,
Hipnotizando a presa,
Dançando ao som das folhas secas que se arrastam.

Os quadris tremulam,
Os lábios gemem.
Ela sorri,
Ao ver-te hipnotizado.

Esguia e veloz,
Ela te envolve em seu corpo mortal.
É tarde demais para escapar,
Apenas ouça a respiração ofegante que a domina,
Enquanto sua boca se aproxima do teu pescoço.

Uma mordida dócil,
Uma risada leve,
E ela te tem por completo,
Entrelaçado em uma tempestade de êxtase e euforia.

Pouco a pouco,
O mundo que conhecias,
Quebra-se,
Passando apenas de uma ilusão.

O céu e o inferno encontram-se agora em um único lugar:
Em seus braços.

Ela que constrói e destrói.
Desenfreada e comedida,
Escraviza e liberta,
Seduz e desdenha,
Que te ama e te odeia.
E te possui até a alma.

12/08/2015

Jugar

Aquí habita el más profundo de mi ser.
En medio a tanto dolor,
Hay una rosa preciosa que recuerda la sonoridad de un rojo corazón.
Estoy viva adentro de esta flor.
Pulsante,
Enamorada por la luna,
Encantada por el cielo y sus estrellas.
Aguardando una luz que va a rescatar mis sueños muertos,
Reanimar mis esperanzas de volver a volar,
Para que así yo pueda, 
Saltando de una ventana a otra por la noche,
Buscar tu cuarto,
Interromper tu descanso,
Jugar contigo.

Unbreakable

I rose up from my ashes, cause you see, I had to.
One day I woke up and you weren't there anymore. 
It burned every single molecule of my being.
I though I couldn't handle. I was right. 
But in the end, you were just a phase.
I had to pass through us so I could get down and see what was wrong all along. 
My own hell was to discover that we were not made for each other,
And that I should learn to live in a world without you. 
It took me a while, but now I can breath again, and feel free like a pity. 
Once more I am unbreakable.  


05/08/2015

Primavera passageira

A muralha se rachou e despencou,
Pedaço por pedaço.
O gelo que tomava conta da terra, até o horizonte, derreteu desde a copa das árvores até os trevos rasteiros,
Criando nascentes de um riacho.
As trevas se dissiparam,
Dando lugar a um sol cálido e saudoso.
Mas a tempestade logo retorna,
O medo volta a assombrar as planícies de minha alma,
E eu novamente tenho de me exilar,
Nas ruínas de minha majestosa fortaleza que eu mesma derrubei,
Na esperança de deixar a luz entrar.
A claridade se foi, 
E junto a ela, a vontade de amar.