30/09/2009

Fim aos Céus


Sou o rascunho da realidade,
Vivendo agora,
Mesmo sendo do passado.





Desvencilho-me da ingenuidade,
Pois sou o principio,
Imune a ela, ao viver.





Fim ao novo,
Fim aos céus.
Vingo-me da queda,
Em protesto ao sol.





Sou um dragão na era medieval,
Perdido no mundo por uma evolução.
Resistência a extinção,
Criei ao mar.





Fim ao novo,
Fim aos céus.
Vingo-me da queda,
Em protesto ao sol.





Um predador me caça,
Destrói-me,
Assombra-me.
Gritei aos homens, declarando minha guerra.





Fim ao novo,
Fim aos céus.
Vingo-me da queda,
Em protesto ao sol.





Resgato-me do sufocante,
Enquanto as lágrimas me absorvem.
E por mais que meu sangue seja gélido,
Meu espírito e coragem ardem feitos o fogo!





Fim ao novo,
Fim aos céus!




(Muitos não entenderão minha referencia ao dragão e ao mar.
Pois bem, assisti um documentário, que falava,
Que se os dragões viveram até a era medieval, vindos da era dos dinossauros,
Foi porque evoluíram para animais aquáticos...legal, né? hehe)

28/09/2009

Exposta

Carrega-me junto ao teu peito,
O dia fica cada vez mais pesado,
Meu sono se quebra,
Quando caio de teus braços.



Sou frágil feito um cravo,
Daqueles que volta e meia enfeitam uma cova,
No cimo das igrejas,
O par da rosa.



Completei meu sonho,
Aquele de voar,
Mas fico por terra, mais e mais,
Por medo de, pelo ar, afogar.



Corro pela escuridão,
Sem temor algum,
Pois sei que mais a frente,
Existe uma luz,
A qual me libertará do frio,
Que me visita nessa noite sem fim.



Sou criança,
Sou pequena,
Sou adulta,
Sou amena.



Um esmero de minha solidão,
Foi deixar-me conhecer-te,
Fazer-me querer-te,
Para depois te apagar.



O mais bárbaro dos pesadelos,
Foi aquele em que fugi,
Querendo te buscar,
Acabei perdendo-me.



Por mais obscura,
E expandida que uma floresta possa ser,
És capaz de atravessá-la,
Sem ter o que temer.



Eis que conto meus segredos,
Abrindo-me aqui,
Como um cadáver num necrotério,
Estou expondo, tudo que há dentro de mim.

26/09/2009

Hide Inside!

Ela vive em suas máscaras.
Não sabe mais qual sua verdadeira identidade,
Qual seu verdadeiro rosto.
Ela se envenenou com o próprio veneno,
Suave sabor.
Não pode chover o tempo todo,
Mesmo assim ela teme,
Que seus passos jamais cessarão,
Pois como a chuva,
Ele a escondeu o sol.
Pois como os trovões,
Ele a mostrou o medo.
Ele a rendeu nas sombras.
E para suportar tudo isso,
Ela criou identidades.
E para aceitar,
Ela conversa consigo mesma
Em suas discussões,
Ela se tortura por dentro:
"- Éramos crianças, jovens, inocentes.
Éramos inocentes!
Mas e agora, o que mudou?
O que alterou nossas ações e modo de pensar?
Culpe-o!
Pois ele nos culpa de sermos nós mesmo,
Mas quem nos alienou,
Foi ele!
Fomos nós,
Inocentes.
Éramos nós,
Fáceis de iludir.
Somos nós,
Velhos e frios por dentro.
Seremos nós,
Crápulas nojentos!"
Quem baterá as asas primeiro,
Para fugir do culpado,
Antes que ele cometa mais um crime?
Isso, só o destino dirá.
Mas é dele que tento fugimos,
Pois ele é o verdadeiro culpado!

24/09/2009

Quem somos?


Somos poetas,
Mortos em combates de rima,
Buscando um caminho correto,
Entre o vulgo e a extinção.

Somos poetas,
Tão amados,
Mas há muito esquecidos,
Pois o atual sempre vence.


Sou as ondas,
Sopro os ventos,
Caio das árvores feito folhas,
Inundo teus pensamentos.


Quem suspira nos sente
Vibra e desliza,
Quem sonha nos rebusca
Através do jardim de pedras e cruzes.


Quem acorda,
Nos vive,
Quem olha para os céus,
Nos enxerga.


Somos estrelas,
Somos plumas,
Somos a lua,
Somos poetas...


Mortos em combates de rima,
Buscando um caminho correto,
Entre o vulgo e a extinção!

22/09/2009

Show de Horrores

As palmas,
Risadas infernais.
Sou obrigado a ouvi-los
Dia após dia.

Sinto-me aprisionado,
Já nem sei mais quem sou.
Tudo se perdeu na poeira do tempo.

Sou fera enjaulada,
Presa no cativeiro da humanidade.
Faço parte de um show de horrores,
Todos me julgam aberração,
Até parece que não sou igual a eles.

Minha unica cadeia
As unicas barras metálicas  que me prendem,
São o preconceito.
Meu domador,
É o destino.
E a causa por eu estar acorrentado,
É o fato de que não aceito ser parte da sociedade.

Meu grande pecado,
É ser eu mesmo,
Ao invés de um clone da ignorância cega dos hipócritas.

Julgam-me uma fera selvagem,
Mas não sou eu quem devasta florestas,
E o pior de tudo,
Eles o fazem por ganância.

E no final,
Quem é obrigado a ouvir aquela música repetitiva,
Dos mais horrendos circos de aberrações,
Sou eu!

Mas afinal,
Quem de nós é o verdadeiro monstro?
Eu,
Ou vocês?

20/09/2009

Minha voz odeia o mundo!!


Minha voz odeia o mundo!
Aquilo tudo que deixou passar.
Raiva, rancor e ódio,
Nada pode melhor me expressar.
Deixei estrelas para trás,
Querendo saber o caminho de volta.
Seu que não posso mais me agarrar,
Naquela minha velha esperança de não chorar.
Minha voz odeia o mundo!
Aquilo tudo que deixou passar.
Raiva, rancor e ódio,
Nada pode melhor me expressar.
Pontos de desilusão,
Começam a brotar em meu coração.
Detesto o ar que eu respiro,
E aquela piedade ao qual inspiro.
Nem sei mais quem sou eu.
Qual a estrada certa?
Manchei minhas vestes de vomito,
Pois me enjoei de ficar parada.
Minha voz odeia o mundo!
Aquilo tudo que deixou passar.
Raiva, rancor e ódio,
Nada pode melhor me expressar.
Qual a saída?
Se é que ela existe.
Nem de meus próprios destroços,
Posso me re-erguer!
Minha voz odeia o mundo!
Minha voz odeia isso tudo!
Minha voz odeia o mundo...
Eu odeio a humanidade!
Onde os hipócritas pensam saber,
Onde as crianças deixam de adormecer,
Que pais são esses que não as acolhem mais?
Estes sim, são verdadeiros animais!
Minha voz odeia o mundo!
Aquilo tudo que deixou passar.
Raiva, rancor e ódio,
Nada pode melhor me expressar.
Minha voz odeia o mundo!
Aquilo tudo que deixou passar.
Raiva, rancor e ódio,
Nada pode melhor me expressar.
Minha voz é aquilo que quis mais libertar!

18/09/2009

Quem quer viver afinal?

Sou muito jovem pra morrer
Sou velha pra sobreviver...
Não luto por capricho,
Reluto por aversão.
Receio gritar!
E se a pessoa errada for a que ouvir?
Quase morro de ilusão,
Quase perco o desejo.
Minha vida é uma busca incessante pelo medo.
Não supero o teu beijo,
Não suporto tua partida.
Sou uma afogada,
Aflita em pensamentos,
Morta em feitos.
Agindo infantilmente,
Por querer aprender a voar.
Não há quem inveje uma moribunda,
Pois ela sofre,
Ela engole com dificuldade,
Os desaforos expostos.
Ela caiu tão alto!
E agora, apenas quer ficar no chão,
Sem que a ajudem a levantar.
Se a quisessem tão bem,
Não a deixariam se jogar,
Em primeiro lugar...

16/09/2009

Anseios de viver


Ensinaste-me a ser criança,
E por anjos carregaste-me,
Com a doce esperança,
De um novo amanhecer.

 
Cheiro forte de inspiração,
Paira junto ao vento.
E a cor da liberdade,
Lateja em minha mente,
Quando meus olhos eu fecho!

 
Canta aos espíritos dos inocentes.
Canta e liberta-os.
Tua voz será o fim da escuridão,
Para quem, nada além dela, enxerga!

 
Cruza tua vida com a minha existência,
Mata o foco de dor que há em mim.
Salva-me do desespero!
Arranca-me dos braços da ilusão.

 
Comova a ti mesmo!
Deixe-te levar,
Pelo balanço das ondas,
Pelo ruído do mar.

 
Canta aos espíritos dos inocentes.
Canta e liberta-os.
Tua voz será o fim da escuridão,
Para quem, nada além dela, enxerga!

14/09/2009

Não Há

Eu tenho um caminho,
Um caminho a prosseguir.
Não vejo as dúvidas, lembranças e ilusões,
Que estão aqui a me suprimir.

Só há lápides e lápides,
Às quais posso seguir .
Não sei por quanto tempo mais irei agir.

Não há volta,
Não há volta,
Não há volta,,
Apenas revolta de minha parte.
Meu rosto se quebra, no espelho se debate.
E tu me olhas,
E tu me olhas,
E tu me olhas,
E ri!

Apenas sei que não posso mais me ajudar.
O tempo está aqui para me avisar,
Que não tenho mais pulso em meu coração,
Apenas uma grande maldição.


Não há volta,
Não há volta,
Não há volta,,
Apenas revolta de minha parte.
Meu rosto se quebra, no espelho se debate.
E tu me olhas,
E tu me olhas,
E tu me olhas,
E ri!

Não há mais batidas,
Nem derrotas mal sentidas.
Não há mais sangue em meus braços,
E aos poucos me desgasto.
Já não há mais tempo.

Não há volta,
Não há volta,
Não há volta,,
Apenas revolta de minha parte.
Meu rosto se quebra, no espelho se debate.
E tu me olhas,
E tu me olhas,
E tu me olhas,
E ri!

A desgraça para ti é plena,
Mata a MINHA alma,
Me envenena.


Aos poucos vou decrescendo,
Mesmo assim, gritando,
Peço piedade!
Uma grande vontade,
Me invade então,
É tarde de mais, é tudo em vão!

Não há volta,
Não há volta,
Não há volta!

Não há mais volta!
Não há mais volta!
Hemorragia forte,
Levará-me a morte!
E tu ri.

Bleed!


Escondi as feridas,
Embora, com intenção de curá-las.
Árvores e cascas curvadas,
Querendo apenas a ti para amá-las.
Sem marcas armadas,
Sem cicatrizes a rachá-las.
Ímpeto amargo, mas sem lamento,
E suas doces folhas ao vento.

Faça essa dor
Se desprender de meu coração,
Com o ardor
De uma bela canção.
Costumava ser forte quanto ao amor,
Mas agora me desfaço em maldição.
Contei-te segredos
Para achar refúgio contra meus medos.


Nada poderia dar errado,
Exceto pelo fato,
De carregar um grande fardo,
Assombra-me o tato.
Como se dado,
Fosse meu retrato,
Às traças carnívoras,
Com uma fome, de nexo, desprovida.


Pode senti-las devorando-te por dentro?
Elas te fazem sangrar!

12/09/2009

Imunidade


Eu sou imune ao teu veneno,
Eu sou imune à tua solidão.
Teus olhos fecham, mas me enxergam,
Teu corpo tranca, abre um coração.

Lágrimas acontecem,
Mas forte é o tempo,
Pois secam e desaparecem.
No teu futuro, 
Doce momento,
Livrar-te-ás de teu lamento.

Faz-me feliz ver-te a sorrir,
Tão belo é o paraíso,
A terra prometida de teus sonhos,
Espanta o medo e a ilusão.

Eu sou imune ao teu veneno,
Eu sou imune à tua solidão.
Teus olhos fecham, mas me enxergam,
Teu corpo tranca, abre um coração.

Sujeito a vida todos estamos,
Não há motivos pra chorar.
Impenetrável será tua alma,
Se contra a dor ela lutar!

Eu sou imune ao teu veneno,
Eu sou imune à tua solidão.
Teus olhos fecham, mas me enxergam,
Teu corpo tranca, abre um coração.

09/09/2009

Tears In Hole

Eis minha maldição,
Lágrimas ambiciosas.
Aqui jaz minha fria esperança
Ver-te ir embora me mata!





Meu único lamento,
Foi por ti,
Meu ultimo desprezo
É por deus!





Desaba,desliza, desmancha, despedaça!
Estou caindo, desesperadamente!
Estou quebrando-me no espelho.
Exilei meus cantos,
E agora não posso mais sonhar.





Eis meu surreal,
Gritos no vácuo,
Aqui morre o imortal
Filho das dunas e das estrelas.





Meu único lamento,
Foi por ti,
Meu ultimo desprezo
É por deus!





Sopros me arrastam,
Prantos me inundam,
Rostos me arrasam,
Aqui é o mais profundo





Fui poeta,
Fui moribundo,
Fui anjo,
Fui animal assustado,
Mas apenas, fui.

08/09/2009

Ressonância


Eu ressoei como pessoas,
E sonhei como palavras.
Não me impeça de voar,
Só porque não tenho asas!

Ganhei prêmios viajando,
Entre mentiras e realidade.
Sei o quão cruel a verdade pode ser,
Mas não posso deixar de contá-la.

Quantas estrelas já caíram?
Quantos nomes faleceram?
E o tempo que se apaga,
Como uma vela, numa noite sem esperanças.

Qualquer dia desses,
Perderei meu último suspiro em gargalhadas.
Já que não morro de velha,
Vivo de jovem.

Ouvi falar em música,
Tentei até escrevê-la.
Mas que sucesso tive,
Sem uma melodia?

Descobri o ritmo que me faltava:
O de meu coração,
A vida com paixão.
Encontrei-o junto a teu lado,
O que fez de mim, alguém feliz!

Ímpeto da noite


O impetrável sonho de luxúria,
Cega teu coração vulgar,
Desmancha com veemência,
Tuas virtuosidades.
Não me julgues vulgo,
Pois bem mais que isso podes fazer.
Trazes contigo a lágrima,
Que descarna meu prazer.
Despencado desejo de importal ser,
Criou-se aoteu redor,
São barreiras que podem enfraquecer-te.
Despeja-me de vez,
Em tua vontade voraz.
Tão calmo ser,
Pode verdades esconder.
Destrona a secura de tua boca,
Traga a mim, meus vários suicídios.
Tendo em mãos, meu coração em marionete
Diga a mim quem é teu dono,
A quem trazes escrito a ferro e fogo.
Comisarás minha vontade de teus doces lábios tocar,
Ao acalentar da noite,
Irei despertar,
Trazendo comigo, um novo batimento cardíaco.