29/09/2015

Loneliness



You have no right to talk to me about solitude,
Cause you did all the dirty work,
Left me to die,
And then came back just to tell me how lonely you feel.

You are paying for your mistakes,
And trying to drag me with the fault to our love's funeral.
But you didn't need my help to screw things over,
And look me in the eye saying things like:
"Maybe some years from now we will be in the same tune."

What was I suppose to do?
Wait and see if I'm good enough for your future you?
No way!

I wish I could skin you out of my body,
And throw up the kisses you once gifted me.
Blow away the sound of your voice from my ears,
Destroy your existence inside my heart.

This is killing me.
You are.
Somehow the air from my lungs is very old,
Cause they want to preserve your smell.
And the tears i've cried,
Are still resting in my chest.

I'm stuck in the past,
If somehow I was a museum,
Showing up the marks you made in my stomach,
When butterflies became tigers,
So the whole world could see how dangerous it is to fall in love.

28/09/2015

I wander



Sometimes I wish I could cry over your flesh and bones again,
Feeling the needles of your harsh words penetrating my brain,
With so many "I told you so",
And just pretend we were whole once.

But then I remember you ran away,
And broke my wings free,
So I could fly to other adventures,
And forget you ever existed.

I lay down in the undergrowth,
Feeling the fireflies scorching the grass beneath my body,
And the smell of the wildflowers filling my lungs,
As I try to breathe out all that is left of you inside of my shell.

Letting it go,
Shall be the beggining of a new Once upon a time,
That leads to a happy ever after apart.
And you know what?
Life will be great and beautiful this way.

Reason

Through the end of times,
We climbed the stars,
To glimpse the fields of battle,
Bathe in blood and anger.

Death came riding a two headed horse, 
Carrying the dreams of the innocents,
And ungrateful souls of the unjusts. 

The war is such a thing,
So easy to begin and impossible to finish.
Why don't they let things be as they are?
Always struggling to concur lands and people.
This fight will never end.

No one can win.
They are all losers. 
Some lose their families,
Others their pride,
And a lot of them loses their lives,
Destroying one and other for no worthy reason.

We must create, 
Not otherwise!
To live strong and happy, side by side.

If you could just listen to reason. 
But they can't,
Because reason is dead,
And so am I. 



26/09/2015

Caminhos

Caminhando entre os tortuosos e escuros corredores de minha mente,
Em meio a um labirinto enorme e veemente,
Eis que em um trôpego tropeço no tamborilar de dedos.
Quem se oculta entre as sombras de meu pensamento?
Seria a razão, o medo ou quem sabe até a própria vergonha envergonhada.
Em verdade o ruído era mais semelhante a um choro baixinho, que confundiu-me com impaciência.
Entre as trevas encontrava-se uma pequena garota,
De olhos grandes, lágrimas grossas, vestido lilás e cabelos curtos de indiazinha.
Engoli uma exclamação de susto.
Mas quem diria que justo por estas bandas tão peculiares,
Meu espírito de inocência se perdera.
Ela enxugou o rosto e perguntou-me para qual lado era o caminho de casa.
Eu a peguei no colo, lhe beijei a testa e disse que a traria de volta a seu lar,
Junto ao meu lado.
Nunca mais a perderei de vista,
Pois é ela quem um dia me fez ver este mundo com curiosidade e me incentivou a acreditar fortemente na beleza que existe em todos os humanos.
O cinismo do dia a dia me fez deixá-la largar de minha mão e correr para o outro lado da estrada, onde não mais a alcancei.
Mas após tantos anos sem vê-la, percebi que a vida não é a mesma sem um pouco de inocência e coragem para acreditar na bondade alheia.

24/09/2015

Frida Ferida

Se o mundo visse-me aberta,
Da traqueia até o ventre,
Da cervical à lombar,
Cada pedaço recosturado,
Recolocado em seu devido lugar,
Eu seria compreendida,
Amada e acolhida?


Se a pele pálida rasgasse,
Cada fibra se rompesse,
Feito folha de papel,
Tornar-me-ia um livro repicado,
Com versos esgotados,
Repleto de palavras perdidas,
E sinceridades escondidas,
Impossível de ser lido?

E se meus lábios irrompessem em poesia,
Os cabelos emaranhassem noutras rimas,
Meus ouvidos escutassem apenas serenatas,
E meu corpo se entregasse à nuvens do sonhar,
Estaria eu sozinha em meio a tanta paixão?

Se nada mais fizesse sentido,
E a reclusão fosse antídoto,
Para curar as feridas expostas,
As lascas arrancadas,
Os beijos roubados,
As costelas trincadas,
Os corações quebrados,
E a saudade pungente,
Fugiria eu para longe,
Na busca de mim mesma?

 

Desalentos noturnos

A noite fria carrega meu pranto
Embala em desalento meu sonho partido.
Durante minha reza exponho desejos,
De escaldar tua pele nua em beijos corrompidos.

Se a lua deixasse de ser branda,
Tomasse em seus braços cálidos o tom de sangue,
E distribuísse apenas pesadelos noite adentro,
Seria eu capaz de assombrar teu sono pesado?

Felizmente aos poucos a saudade em meu peito adormece,
Rumando devagar ao esquecimento,
Deixando apenas o vazio de um coração,
Que um dia fora como uma maçã mordida,
Fruto de uma paixão feroz e pecaminosa,
Que como uma vela em noite de fúrias,
Queimou veloz, se apagando em um suspiro.

As nuvens escuras almejam a tempestade,
Confabulando com o vento impetuoso.
Começando assim o tamborilar de gotas pesadas nas vidraças,
Regendo de pingo em pingo uma canção de ninar,
Que me arrasta ao descanso merecido,
De quem um dia amou desenfreadamente,
E se desmantelou contra às pedras do mar.