14/12/2009

Viagens Mil


E a lua, ali, parada.
Tão quebrada.
Parece o pedaço de um cenário esquecido,
Pendurado,
Caído.
Fica ela ali, fitando - me, matando, torturando.
Nem dou bola,
Finjo que não existe.
Mas ela, vez que outra,
Vem perturbar meu sono, com sua luz cálida.
Uma rodela de queijo muzzarela no meu sapato,
Grudando e desgrudando do meu pé.
Só porque ela foi abandonada,
Acha que eu devo pagar.
Por quê?
Não fui eu quem a deixou atirada num canto.
De certo, foi o mar.
Talvez tenha cansado do relacionamento complexo dos dois.
Só ela tinha o brilho, e só ele o refletia.
Mas o calor que sentia ela,
Ele não percebia.
À distancia o relacionamento nunca dá certo.
Ela nem o tocava, ele não a acariciava,
Somente ao longe, brilhando,exibindo-se,
O mar, tão falido,
Tão dormido,
Tão escuro quanto o céu,
Morreu ao léu.
Nada mais importa,
Pois nem estrelas trarão de volta
O romance destes dois ex-amantes.
E a lua que me deixe em paz.
Tenho eu cara de padre, para absorver seus pecados?
Sai de mim!

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