Eis que assisto em desespero,
O teu temente apelo.
Agonizante é o grito dos anjos
Em prólogo dos céus.
Tão inexistente tu és.
Vestes rasgadas,
Folhas farfalhantes,
Lágrimas atadas,
Desdém.
Em testamento,
Entrego-te grilhões.
Fraco por dentro.
Desgraçado por irmãos.
Talvez se desvendasse tuas fraquezas,
Ou assumisse tua vaidade.
Dissesse o quanto me odeia,
Ou me ama.
Admita que tu não és capaz.
Tão inexistente tu és.
Vestes rasgadas,
Folhas farfalhantes,
Lágrimas atadas,
Desdém.
Sorrisos falsos,
Qual é a graça?
Mágoa descalça,
Entre lástimas e gozos.
Tão inexistente tu és.
Vestes rasgadas,
Folhas farfalhantes,
Lágrimas atadas,
Desdém.

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