Elas estão lá, eras e eras a fio, vigiando e guiando reis,
Milhares de anos se criando, para, finalmente, caírem.
Obviamente que pela minha descrição percebe-se que falo das estrelas.
Às vezes fico horas a fitá-las, pensando em histórias para contar.
Como na vez que vi três delas despencando, em uma unica madrugada, na beira da praia.
Não me encontrava lá sozinha, claramente não sou doida a este ponto.
Mas somente eu as vi rabiscando o negrume da noite.
Fiquei imaginando o que deveria desejar, e cheguei na conclusão de que, a maioria das coisas que surgiram em minha mente aquela hora, foram pedidos que não me adiantariam nada sendo declarados aos céus.
Nada daquilo as nuvens poderiam buscar.
Eu teria de agarrá-los com minhas próprias mãos e trazê-los para a realidade.
Só eu tenho este poder.
Com toda a certeza que um de meus desejos relacionei a meu irmão,
Tolamente pedi que ressurgisse das cinzas.
É impossível reviver alguém que vivo está,
Seja dentro de cada caquinho de meu coração,
Ou montado em uma estrela que vagueia pelo espaço,
Brincando de Motoqueiro Fantasma.
E novamente, aqui estou eu,
Esquadrinhando a escuridão,
Em busca de informações,
Sobre o paradeiro de meu Peter Pan.

Um comentário:
Nada acaba, apenas se transforma :)
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