Teu nome esqueci,
Assim como o de todas as coisas vivas que dependiam de ti.
Nossa história se apagou,
E no fundo do poço meu coração mergulhou.
Cada estrela que cai,
Representa uma palavra que de minha mente sai.
Minha mente,
Tuas mentiras.
Em poças de chuva,
Afundei-me,
Nos braços da Lua,
Adormeci.
Meu corpo está cheio de vazios,
Mas nenhum providenciado por tua ausência.
A falta que fazes,
É pelo calor que meu corpo não produz sozinho.
Cobertores existem para quê?
De repente, foi melhor assim.
Quando fostes embora,
Chorei até minhas lágrimas se extinguirem,
Até meus olhos avermelharem,
Arderem como chamas alimentadas pelo vento.
Então, jurei para mim mesma,
Que não tornaria a derramar mais uma única gota se quer,
Por uma causa perdida.
O irônico é que, atualmente,
Todas parecem falidas,
Incapacitei-me de sofrer por fora.
De descascar minhas angustias,
Debulha-las como pingos de orvalho,
Ou inicios de garoas.
Sentir faz-me tão mal,
Que prefiro sentir dor,
Do que simplesmente nada.
Até mesmo um amor bobinho,
Parece-me o mais belo conto de fadas,
Perante estas vistas cansadas,
De tanto vasculhar os quintais,
A procura de um broto de esperança.
Contento-me com outros sonhos,
Na tentativa de me emocionar,
Voltar a vomitar minhas inseguranças,
Através de minhas pálpebras,
E escorrê-las por meu rosto,
Até a ponta de meu queixo,
Onde desabariam levemente pelo resto de meu corpo,
Lavando a alma que decidi resgatar,
No espelho quebrado do porão.
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