A rainha ao trono retorna,
Coroada novamente por seu Deus pagão.
Seus súditos a encaram com incerteza,
Talvez o amanhã seja derrubado por um alemão qualquer,
Que prometa roubar a lua e o sol para conquistar seu coração.
Conselheiros a cercam,
Cobrando dívidas de um reinado passado,
Do qual ela jamais teve conhecimento até então.
"Como ousas pedir-me guerra quando mal deleitei-me da saborosa paz?"
Vociferou a bela dama,
Cujos cabelos dourados entrelaçavam a bela tiara de prata em sua cabeça,
Espalhando o cheiro de erva doce no ar.
"Deves casar-te!"
"Não hei de envolver-te com a plebe"
"Livrai-te de teus modos ordinários de camponesa!"
Quantas regras e conselhos!
"Deixai-me sozinha agora!"
Mas ela é rainha, a solitude é um dos poucos luxos ao qual ela não pode possuir.
E aos poucos a loucura começa a tomar conta de suas idéias,
Ignorar os católicos não há de ser algo positivo,
E o mal necessário veio a tona,
Batalha contra vossos inimigos,
Mesmo que os resultados sejam duvidosos.
Se vosso reino encontrar-se em perigo,
Terás de ser forte e protegê-lo.
Elizabeth, és capaz!


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