05/08/2015

Primavera passageira

A muralha se rachou e despencou,
Pedaço por pedaço.
O gelo que tomava conta da terra, até o horizonte, derreteu desde a copa das árvores até os trevos rasteiros,
Criando nascentes de um riacho.
As trevas se dissiparam,
Dando lugar a um sol cálido e saudoso.
Mas a tempestade logo retorna,
O medo volta a assombrar as planícies de minha alma,
E eu novamente tenho de me exilar,
Nas ruínas de minha majestosa fortaleza que eu mesma derrubei,
Na esperança de deixar a luz entrar.
A claridade se foi, 
E junto a ela, a vontade de amar.

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