Quando sonhos se transformam em pesadelos,
Beijos cortam feito lâminas,
Carícias criam abismos,
Risos irrompem em lágrimas.
O que resta?
Um peito oco,
Olhos marejados
E a certeza de que o vazio
Aos poucos toma conta deste ser.
Vil, vulgar, vilão,
Corpo, karma, canção.
Em cada rompimento,
Se assumem papéis,
Dentre a raiva e a desolação.
Nada se pode fazer,
Além de aceitar,
O fim que chegou sorrateiro,
Se alojando em pensamentos,
Contaminado o coração,
Afogando pouco a pouco,
Um futuro que nunca virá.
Não há o que dizer,
Apenas pedir:
Perdão.
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