Degenerados destino me destrói,
Quebra, vaza, mastiga este ser vazio.
No quarto imundo onde me tranquei,
Existe a porta de saída
O que me espera do outro lado?
Quem sabe, por sorte,
A Morte.
Por ferocidade,
Mais vida.
Mudar-me-ei para a Babilônia,
Onda a doença é lenda,
A dor só existe na imaginação,
E o Ceifador é recebido de braços abertos.
Baby, don't fear the Reaper!
O povo pacífico que mora em meus sonhos,
Junto da Armênia fazia-se quase um Éden,
Hoje a paz sumiu, a guerra corroeu o país,
Jamais se acharam os Jardins suspensos,
Tal degradação é o que me torna hoje,
Um nômade putrefe.
Desvendado por qualquer vidente fajuto,
Cigano de mentirinha,
E até mesmo ave de rapina.
Culpam-me pelos acontecimentos,
Como se eu fosse o rei fracassado que não soube comandar o exercito contra os inimigos,
E quem sabe fui,
Eu não me lembro,
Faz tanto tempo,
Que é melhor esquecer a me martirizar.
Já tenho tantos motivos pra isso,
Não preciso de mais um.
Agora é tarde,
Tarde de mais,
Hora de mergulhar no sono novamente,
Onde perdura a outrora de meu povo,
Alegria de uma nação,
Boa noite, e boa sorte no resto de tua existência,
Por que da minha desejo livrar-me,
Quem sabe, essa noite.

Um comentário:
Escreves muito bem. Nossa, Bibe! De verdade. Acho que o nosso futuro é virarmos escritoras - tu de sucesso e eu fracassada - e sermos felizes.
Sabes que eu sou fã, né?
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