No enlaço de um abraço duradouro,
Meu coração palpita tão veemente,
Que parece irromper por entre minhas costelas,
Tentando incansavelmente alcançar o teu.
Gostaria de compreender este efeito,
Que causas pele adentro,
Que me deixa tão confusa de corpo e alma,
De encarnação a desencarnação.
Quebra-me?
Não, aquarela-me!
Como se tintas de cores pastéis fossem jorrar de minhas veias,
Transformando o mundo ao meu redor,
Em uma doce e serena obra de arte.
O que me cerca são sorrisos errantes,
Músicas redundantes,
E beijos carmim.
E novamente minhas costelas suplicam ao coração que descanse,
Que se aquiete e volte ao ninho,
Pois ele não há de ir a lugar nenhum.

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