Quisera eu que teus lábios fossem lâminas,
Para afiá-las em meu corpo,
Esfolado a pele carinhosamente
Em beijos escaldantes.
Quisera eu que teu amor fosse fogo,
Queimando minh'alma por inteira,
Consumindo em chamas meu passado infame,
Terminando com os pesadelos,
E trazendo das cinzas a chance de ser feliz.
Quisera eu que fôssemos um só ser,
Uma dríade apaixonada pela própria árvore.
Unidas desde a casca até a raiz
Da copa ao chão em que habitam.
E quem sabe ainda quisera eu que tu me chamasse pelo nome,
Dissesse adeus a teu orgulho,
Admitindo que no fundo tu queria por perto
Tudo o que vês de mais imperfeito em mim.
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