Ilhei-me solita,
Em lugar algum.
Perdida, escondida do mundo,
Achando-me segura e confortável.
Fechei as portas,
Bloqueei cada entrada,
Jurei a mim mesma
Que a solitude era a melhor saída.
Pensei estar farta de tudo,
Que nada nesse lugar imundo,
Trazer-me-ia algum consolo,
Motivos para sorrir outra vez.
Mas deixei uma fresta,
Uma janela entreaberta,
E uma brisa invadiu meu exílio,
Acariciando meu rosto adormecido.
Despertou-me coragem uma vez mais,
De girar as chaves,
Romper os cadeados,
E abrir-me por completa.
Esse ar fresco revitalizou cada pedaço desfeito,
De meu amargo coração.
Juntei minhas peças,
Fiz-me completa novamente.
Viva, forte,
E não mais silente.
O retumbar de meu próprio peito,
Trouxe música à minha existência,
E hoje quero apenas cantar
Acompanhando o ritmo de minha própria canção.

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