Sempre que a morte aflige alguém próximo a mim,
Eu volto no tempo,
Para aquele dia chuvoso,
Na varanda da casa da praia,
Fitando o vazio da minha própria existência.
Tentando, no auge dos meus 10 anos,
Remodelar as peças quebradas da minha vida.
Pois quando ele se foi, uma parte de mim morreu junto,
O pedaço que não tinha noção da própria mortalidade se dissolveu.
Então, toda a vez que alguém novo se vai,
Eu volto para aquela varanda,
Segurando os soluços,
E lutando para achar sentido,
Encontrar motivos plausíveis,
De eu ter ficado para trás.
25/07/2019
Varanda
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