Sonharei,
E agora sussurro às estrelas,
Para que junto de tuas tranças elas se entrelacem,
Destacando ainda mais teu rosto de menina,
Embora seriam elas ofuscadas pelo verdadeiro brilho que vem de teu olhar.
Mas o que importa,
Se ainda sim continuarão fazendo parte da perfeição?
E cada grão de areia cintilante,
Prender-se-á no vestido,
Bordando tuas curvas de noiva,
Transformando-se em pérolas à luz do luar,
Deslizando levemente com o barulho do mar.
Conchas quebradas,
Inteiras voltariam,
Com o som musical de tua voz,
Sereia dos corações perdidos,
Dos amores partidos,
Afogados pela corrente do oceano.
Tu que por anos anseiaste pelo teu capitão,
Marujo naufragado,
No coral ancorado,
Misturou-se com a espuma,
Às algas se amordaçou.
Mas agora,
Bela e virgem,
Socorre cada chamado,
De toda moça manchada,
Pela frieza das tempestades,
Que por tempos também te apegaste,
Esperando o resgate de teu amado.
Ouça meu apelo,
A ti atenho as ultimas preces,
Eis que escutaste de tantas outras donzelas,
Pois cá estou,
Um poeta arruinado,
Por tua lenda encantado,
Querendo ser não só mais uma alma vagante do pier.
Vais ouvir e livrar-me da solidão,
Ou rasgar novamente minh'alma,
Ao dizer não?

Um comentário:
Ain, como é que tu consegues fazer isso, hein?!
Tu escreves tão bem, Bibiana!!
Sério, tu deverias fazer uma coletânea e apresentar pra uma editora pra eles publicarem!!!
Quando tu fizeres isso, vou comprar. E quero uma dedicatória especial quando tu fores fazer a tua sessão de assinaturas (ou sei lá qual o nome daquilo)!
n.n
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