30/03/2011

Sandalo e Cristais

Meados dos anos prateados,
Houveram histórias sobre o ancião,
O doce e velho senhor,
Que perversamente assaltava corações.

O ouro cintilava em queda,
Depravando muros de escadas,
Perambulava em cada degrau,
Um pedaço de nosso mal.

Outrora soprei um nome,
E o vento o capturou,
Jamais poderá ser usado,
Nem por meu Deus desbravado.

Abençoei-te aos poucos,
Com palavras e pinceladas,
Por mais que hajam sulcos,
Essa promessa não pode ser quebrada.

O odor do Sandalo impregna o lugar,
O cristal protege meu lar,
As estrelas enfeitam teu olhar,
Mas aqui basta de sonhar.

Nenhum comentário: