Breathe - 08/ 10 / 2007
Unhas lascadas,
Cigarro na mão,
Quase no fim,
Queimando as pontas dos dedos.
Mas ela não liga mais,
Não completou ao certo,
A tarefa de respirar.
Pela fantasia,
Deixou-se levar,
Em um suspiro arrogante.
Esperou o tempo cruzar em prantos,
Seu destino concreto.
Bailava feliz,
Com risadas nervosas.
Fechava os olhos,
Mas nada sentia,
Nada além da chuva,
Da chuva que caia.
Assombrada ela era,
Por um medo ferozmente desgastante.
Sorria,
Vendo tudo queimar:
Seus sonhos,
Suas alegrias,
Sua sanidade.
Tudo em chamas!
A encontramos entre penas,
Pétalas e lâminas.
Mordiscada por insetos que deveriam estar no esgoto àquela hora.
Em prantos e overdose,
Se encontrava,
E deste encontro jamais voltou,
Completada com a tarefa simples,
Porém sufocante,
De respirar.
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