10/10/2009

Castigo


Não há mais porque lutar,
Raiva e fúria a pulsar.
Não possuo vida ou glória,
Somente uma história,
Que já não consigo contar.




Repetidas memórias,
Cansei de apagar,
E o adeus é sempre o mesmo,
Ainda que cada momento se modifique.




Estou presa aqui há tempos,
Incontáveis noites,
Delirantes manhãs,
É tudo tão igual.




A cada folha caída em meu jardim,
O relógio está parado,
Nenhuma lembrança tem fim,
Onde está o meu amado?




Meu castelo virou areia,
Arrastado por marés,
Nem a lua cheia,
O trará de volta a meus pés.




Conchas quebradas,
Morreram as preces,
Portas fechadas,
Perder-te é o que mereces.

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