A Morte de Teu Anjo

Tu és uma arma carregada de sangue e ódio,
Por favor, não descarregue em mim.
Não sobraram nem mesmo pedaços.
Se fores atirar, que faça no peito,
Atingindo meu coração, sem dor nem compaixão.
E nas ruínas de nosso romance
Castelos e cavalos brancos,
Restam vestígios da bala.
Mais que uma simples arma,
Um vulcão em erupção.
Tuas unhas quebraram no disparo,
O pulso deslocou,
Mas continuas de pé,
Com a arma ainda voltada para meu rosto.
Se teus solução não te sufocarem,
Tua culpa o fará.
Mataste o anjo,
Que de tão longe veio,
Apenas para te abraçar,
Jurando te amar.
Nos teus lábios,
Resquícios do que poderiam ser os meus.
A tua língua roça neles,
Limpando e levando
Para dentro de ti, o que sobrou de mim.
O que fizeste?
Tens noção?
Pois se tiveres, esqueça!
Mantenha-se parada, sem fazer nada.
Cuidarei para não morrer de novo,
Por tuas mãos ensanguentadas.
Eu te abraço,
Mesmo sabendo em que te tornaras.
Aceito assim, o monstro que há em ti.
Sei que falhei tantas vezes quanto posso contar,
E me arrependo tanto mais.
Não adianta chorar agora,
Vá para casa.
Eu cuidarei da bagunça.
Deite e durma pequenina,
Ainda tens a vida pela frente, para mudar o que és.
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