Carta de Suicídio - 14/ 11 / 2006
Estou aqui meus amigos,
Para despedir-me,
No embalo desta doce marcha fúnebre,
Digo-lhes adeus meus amigos,
Pois a vida só vale apenas com a liberdade do ser,
Fera vaidosa não aceita ser domesticada,
Todos me olham com dor,
Tudo transborda em seu portal para a alma,
Sinto muito,companheiros,
Mas a pressão sobre a ponta da arma em minha cabeça era grande demais,
Não sei se foi mal pensado,
Ou se meu inconsciente zelava por morrer,
Apenas sei que em meu mundo,
Não mais borboletas voam,
Somente corvos me rasgam a pele,
E levantam as asas,
Em saudação à minha alma,
As arvores estão caídas,
Sobre um tumulo negro,
As rosas murchas,
Sem pulso no coração,
Mesmo assim não posso deixar de ouvir as risadas,
Como se eu fosse uma pobre palhacinha infeliz,
Elas não param de martelar na minha mente,
Mente morta,
Parece até que está chovendo penas,
Penas de meus anjos irmãos,
Quero voltar para lá,
E não quero mais ficar presa em grilhões terrestres,
Pois sou livre,
Pois sou anjo,
Esta arma me separará de vocês meus amigos,
E me levará para perto de meus irmãos,
Pois sem vocês eu decaio,
Sem eles,
Eu não vivo,
Adeus meus amigos.
Não sei como uma simples bala,
Pode me distanciar de vocês,
Pois perto de vocês eu sou,
Dentro de seus corações.
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