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Escondi as feridas,
Embora, com intenção de curá-las.
Árvores e cascas curvadas,
Querendo apenas a ti para amá-las.
Sem marcas armadas,
Sem cicatrizes a rachá-las.
Ímpeto amargo, mas sem lamento,
E suas doces folhas ao vento.
Faça essa dor
Se desprender de meu coração,
Com o ardor
De uma bela canção.
Costumava ser forte quanto ao amor,
Mas agora me desfaço em maldição.
Contei-te segredos
Para achar refúgio contra meus medos.
Nada poderia dar errado,
Exceto pelo fato,
De carregar um grande fardo,
Assombra-me o tato.
Como se dado,
Fosse meu retrato,
Às traças carnívoras,
Com uma fome, de nexo, desprovida.
Pode senti-las devorando-te por dentro?
Elas te fazem sangrar!