Exposta
Carrega-me junto ao teu peito,
O dia fica cada vez mais pesado,
Meu sono se quebra,
Quando caio de teus braços.
Sou frágil feito um cravo,
Daqueles que volta e meia enfeitam uma cova,
No cimo das igrejas,
O par da rosa.
Completei meu sonho,
Aquele de voar,
Mas fico por terra, mais e mais,
Por medo de, pelo ar, afogar.
Corro pela escuridão,
Sem temor algum,
Pois sei que mais a frente,
Existe uma luz,
A qual me libertará do frio,
Que me visita nessa noite sem fim.
Sou criança,
Sou pequena,
Sou adulta,
Sou amena.
Um esmero de minha solidão,
Foi deixar-me conhecer-te,
Fazer-me querer-te,
Para depois te apagar.
O mais bárbaro dos pesadelos,
Foi aquele em que fugi,
Querendo te buscar,
Acabei perdendo-me.
Por mais obscura,
E expandida que uma floresta possa ser,
És capaz de atravessá-la,
Sem ter o que temer.
Eis que conto meus segredos,
Abrindo-me aqui,
Como um cadáver num necrotério,
Estou expondo, tudo que há dentro de mim.
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