Noiva de Mil Véus
As estrelas acordam com teu olhar singelo,
Meu pequeno sopro de ilusões,
Minha pesada âncora de realidade.
Eterna beldade de meu céu tão azul.
Deixe que as palavras te guiem,
Colérica brisa de meu mar,
Deixe-me leva-la a nossa terra,
Tão distante destes medos inúteis.
As lágrimas abrem caminho,
Do oceano para o paraíso.
Portal distinto,
Entre a torre e a donzela.
A pedra fria,
Contra tua pele morna,
Dos mais ardentes contos de fada.
Jogai-me tuas tranças, que eu te resgato,
Deste mundo cruel, de ódio e verdade.
Tocai-me glorioso anjo,
Que de minh'alma fazes luar.
Amor descente, existe apenas
Se tu acreditares.
Noiva de mil véus,
Escondeste teu rosto de meu beijo,
Tens medo do desejo,
Que possa brotar?
Vinde a mim, pequena anjinha,
Tuas asas estão em minhas mãos,
Vista-as,
Vamos juntos ao horizonte,
Buscar a rosa mais perfeita,
Para a criança bela,
Que em ti ainda vive,
E a mim pertence.
Eu e tu, pela eternidade e mais além.
Um comentário:
é esperançosamente doce esse poema pra ser tão coisa de bita...
e eu gostei! é delicado, mas não é manhoso, nem melodramático... bonito!!!
bjooo fofa
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