Falar-te-ei,
Sobre beijos e suas intensidades,
Flores e marginalidade.
Cada frágil detalhe,
Curvas e calamidades,
De tuas asas imortais.
Minha fome voraz,
Por tuas lágrimas,
E gotas de esperanças.
Feito o orvalho que roça nas folhas,
Ao começo de cada manhã,
Quero-te aqui para mim,
Todos os dias, por além do infinito.
Inflamável chama,
Que canta e encanta,
O Interior de minha caverna,
Moradia dos deuses solitários,
E dos vaga-lumes solidários,
Que acompanham suas lamúrias.
Desdenharei cada ínfimo ser,
Que ousar desgraçar tua imagem,
Com palavras desonrosas,
Que a mais bela rosa,
Jamais deveria receber.
Vives em meu coração,
Como vivo no pingente de teu cordão,
Buscando o palpitar das andorinhas,
E tu, as dores minhas,
Sarando pouco a pouco,
Minha solidão,
Alcançando a eterna gratidão,
De um moribundo apaixonado,
Reanimado,
Por teus beijos e intensidades.

Um comentário:
<3
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