Outrora as heras,
Envolviam as feras,
Adormecidas nas tumbas,
Isoladas nas catacumbas,
Afáveis com suas belas,
Não importando quem fossem elas.
Entre outras eras,
A beleza não era,
Tão padronizada,
Que a pessoa deformada,
Era aquela que sonhava pouco,
E vivia menos que qualquer louco.
Hoje sonho com anjos,
Belisco meu dorso,
Para com muito esforço,
Despertar de meus arranjos.
Com muita frieza,
E grande aspereza.
De teus beijos me privo,
Das cordas me livro,
Mas um sussurro leve me acompanha,
Como o vento arranha,
Dos lábios escarnados,
Aos pulsos atados.
Presa ao meu conto de fadas,
A história amada,
De uma falsa realidade,
Onde a beleza verdadeira,
Se aloja dentro de mim.

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