Nem metade de tuas expectativas.
A Falta de vontade é grande.
Então por que não desistes?
Acha outra pessoa com quem brincar.
Carrinho de rolimã,
Depressão a baixo.
Lego e casinha de boneca.
Não sou uma Barbie,
Que podes manipular de todas as formas,
E arrancar a cabeça quando cansares.
Sou gente grande de mentirinha,
Mas ao menos sei quais são meus limites.
Não estou fazendo de conta,
Escondendo-me para que aches,
Fugindo para que corras atrás.
Senta! Junto!
Cãozinho mal!
O dia que trouxeres tuas bolinhas pra brincar,
Saiba que as chutarei longe!
Desenha na calçada,
Tuas expectativas de pular amarelinha,
Entre o Céu e o Inferno,
Estão finas linhas abaixo de teus pés,
Salta, de um número a outro,
Tenhas a consciência de que eu não estarei na outra ponta,
Para te abraçar quando chegares.
Teu paraíso não se resume ao meu nome,
As estrelinhas grudadas no teto de teu quarto,
Não formam meu rosto.
Tens de parar de bancar a criança teimosa,
Despetalar à toa uma rosa.
Bem me quer, mal me quer...
Já não é óbvio?
As pobres flores não merecem sofrer,
Só para decidires algo que já está escrito,
A imprudência que alimentas ao deixar teus olhos fechados,
Pode fazer-te dar com a cara no muro.
Quando caires no chão,
Chorando às pitangas,
Vais entender,
Que não resgatar-te-ei,
Nem necas de pitibiriba.
Não mudarás bulhufas de meus pensamentos.
Ambos somos praguinhas persistentes,
Brigando no cabo-de-guerra.
Mas posso afirmar-te,
Quem acabará mergulhando na poça de lama,
Serás tu.
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