Rugas, uma por uma,
Distorcendo a beleza externa,
Juventude apagada,
No espelho de Narciso,
O egocentrismo me encontra.
Sigo adiante no tictaquear do dia,
O tempo não deixa brechas para a mortalidade,
Apenas vestígios e areias de sua ampulheta,
Estampadas em nossos rostos.
Crescer faz parte do curto processo da vida,
Envelhecer, do longo perverso processo da vaidade.
O Trabalho consumiu meus poucos anos,
Da falta de aspereza em minha pele.
De um liso e claro mármore,
Passou a ser manchado e murcho.
A parede de meus desejos materiais,
Encolheu-se,
Trancando-me em um casulo.
Tenho de sair da frente de meu reflexo,
Pois já é tarde,
E o ponteiro não andará para trás.
Quanto tempo temos?
A resposta não esta neste espelho,
Nem no relógio de parede acima da lareira.
Mas sim em nossos corações.
E o que eles dizem?
“Não muito.”

2 comentários:
quem eu devo chingar? '-'
eu gostei, e bem feito pra ele que foi pastar (:
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