Eu não me considero uma pessoa de sorte,
Muitas vezes nem me considero pessoa...
Hah, foi boa a piada, né?
Ou talvez não...
Meu humor é tão sem emoção...
Vejo graça nas coisas que outras pessoas não entendem.
Uma vez, numa aula de português,
Meu professor começou a falar de coisas que parecem,
Mas não são.
Então ele disse duas palavras: "White Metal"
Eu comecei a rir descontroladamente,
Todos me olharam com uma cara de "Que que essa guria tá viajando?"
E ele olhou pra mim e disse, "ahh que tu conhece, né colega?"
Ai ele começou a explicar o porquê de White metal parecer uma coisa e ser outra...
Um vocal super gutural, e uma letra falando sobre Deus, Jesus...
Uma música de igreja versão porra loca!
Mesmo assim, as pessoas não entenderam o fato de eu ter rido tanto,
Mas como eu já era tachada de louca da turma naquela época,
Não me preocupei muito.
E ai voltamos para o quesito de sorte.
Ou melhor, da falta que ela me faz...
Desde que eu entrei naquela freaking escola,
Meus colegas me tacharam de estranha,
Esquisita,
Not welcome...
E com o passar dos anos,
A coisa foi piorando um pouquinho.
Comecei na escola as 6 anos e sai dela aos 17,
Nesse período sofri várias mudanças,
E, por conseguinte, acabei isolando-me um pouco mais do que a maioria das crianças.
Perdi meu irmãos aos 10,
Todos sentiram pena de mim,
Como se eu fosse a única criatura no mundo a perder alguém que ama.
Mas não era só por isso.
É que, fora a minha prima, meu irmão era um dos poucos amigos que eu possuía.
Quando ele se foi, um pedacinho a mais se soltou de mim.
Podemos chamar isso de "parafuso".
Tornei-me violenta, como se devesse vingar a morte dele,
Batendo em seus ex-colegas,
Ao menos nos que também implicavam com ele.
Depois tive de fazer terapia,
Mais um pouco de lenha pra fogueira de São João de meus coleguinhas.
E eu canalizei minha dor em algo mais construtivo,
Escrever.
Virei gótica,
Uma escritora bem sucedida diante dos olhos de alguns professores,
O que deixava-me mais vulnerável ainda diante do apedrejamento daqueles malditos alunos.
Na oitava até os 3º anos eu tinha alguns amigos,
Alehluja!
Eles não se importavam com meu jeito excêntrico de ser,
Talvez isso tenha me salvado da insanidade.
Senti-me bem,
Aceita,
Lucky!
Mas as coisas mudam, certo?
E afastei-me de vários desde ano passado para cá.
Na faculdade, achei mais 2 amigas que fazem toda a diferença,
Ajudaram-me a superar meu único relacionamento romântico,
Tive só este, na minha vida toda.
E ele faliu.
Que sorte a minha!
Embora eu seja azarada,
Cada pedrada que a vida me dá,
Eu vou superando,
Passo a passo,
Pouco a pouco.
Até lá, já acharei mais algumas pessoas,
Para dividirem comigo suas tristezas,
E felicidades.
Agora, nesse momento mesmo,
Eu sei que posso contar com várias pessoas,
Espalhadas por algumas cidades aqui perto.
Viamão, Novo Hamburgo, Porto Alegre...até de Capão da Canoa...
That's Crazyness, I know!
Mas sinto-me feliz por poder tê-los ao meu "lado".
E mesmo não me considerando alguém de sorte,
Não imagino outro motivo se não a sorte,
Para trazê-los a minha vida...^^
Bendito azar,
Maldita sorte!
Um comentário:
Pior que nem precisa tudo isso pra ser a estranha, a louca. Eu fiquei bem perto disso também. Não me diferenciava nas roupas por causa do uniforme, mas sempre, sempre usava coisas largas, "de guri". Demorou muto pra descobrir umas pessoas que dava pra conversar, alguns amigos, quem sabe se vão continuar se falando, vejo eles pouco agora, mas tenho algumas outras pessoas que posso contar... tu é uma delas :3 e pode contar comigo, viu?
Acho que tu escreve bem sim. Claro que sempre tem espaço pra melhoras, mas eu me emociono com o que escreves, darling!
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