24/11/2009

A Dor de Minha Mágoa


Com tanta mágoa,
Posso criar um oceano.
E tu vens, e tu levas embora
Toda a sanidade que demorei horas para juntar.

Acusei-me de todo o mal
Que um dia nos afligiu,
Mas começo a repensar,
Quem sabe, não fui todo, somente uma parte.

Corroí-me por ti,
Desgastei cada parte deste ser imundo,
Pra depois sujá-lo ainda mais,
Com tanta lama e desgosto.

Sou um brinquedo quebrado,
Um destroço esquecido.
O meu resto falido
De um amor sem compaixão.

Queria muito que desse certo,
Nossa relação de amor e ódio,
Mas no fundo, sempre soube que acabaria se rompendo,
Sabia eu, que não eras feliz como merecia.

A vida parece tão quieta
Calando-me lágrima por lágrima.
Por que não consigo falar-te?
Meu silêncio não é justo com ninguém.

Apenas te vá,
Volte com tudo que roubaste de mim,
E quando te fores de novo,
Tenha a certeza de que estou aqui,
Ainda, para ouvir teus lamentos
E Curar tuas feridas.
Como irmã, como amiga,
Sem a dor que carregou nosso amor ao fim.

Nenhum comentário: