12/11/2009

Pacto Com os Anjos - Continuação


- Hey, acorde! Lucas! Acorde!!!! - ele me chacoalhava freneticamente.
- Eu não me lembro de ter te dito meu nome. - estranhei.
- Disse-me sim! Levanta!
- Não disse não! Como você sabe? - agora meu olhos estavam abertos, não sentia mais sono. As duvidas o substituíram por completo.
- Está frio! Tem que sair daqui. - Lembrei-me das conversas que tivemos, por uma fração de segundos, fiquei me perguntando, porque nunca disse meu nome. Talvez tivesse faltado oportunidade, talvez eu não quisesse dizer, talvez. Mas...
- Pare de me tratar, como se você fosse muito mais velho que eu! Está pior que a minha mãe! A minha mãe... - as lágrimas enxeram meus olhos, não pude segurá-las. Minha mãe não estava lá para mim, naquele momento. E eu não estava lá para ela. Mas como eu queria, como eu queria estar.
- Acalme-se! Foi alguma coisa que eu disse?
- Não. Minha mamãe...- solucei -  Ela está doente.... - solucei novamente-  Eu queria estar com ela, mas meu pai... -  e de novo -  meu pai não quis me levar. - as lágrimas não paravam de correr, e o medo voltou para me buscar.
- Fique calmo!!!
- Todo mundo diz q ela vai ficar bem... mas eles mentem!
- Ela vai ficar bem, por enquanto... - essa não foi a melhor resposta que ele poderia ter me dado.
- Como assim, por enquanto? - o choro me maltratava.
- Entre de uma vez, não me faça arrastá-lo. Seria muita grosseria eu invadir sua casa, mesmo que fosse para te levar para dentro. - golpe de mestre. Uma pessoa normal não poderia adivinhar que aquela era a casa de minha avó, ao menos não uma pessoa normal que me conhecia a 2 dias. Levantei-me, e a confusão do nome já era passado. Ainda assim, não resisti e lhe perguntei:
- Tu já sabe o meu nome, mas qual é o teu?
- Charlie, me chamo Charlie.

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